No caminho encontramos uma velha amiga., a Fernanda, na casa de sua tia e ficamos um tempo ali conversando.
Até que somos interrompidos por um tiozinho de azul gritando e falando que tinha um cara que conhecia que estava dormindo em cima do capô de um carro (Cérebro: Perai...capô de carro?o_ô)
- Ele é um bom rapaz! Eu conheço ele! Tão vendo o que a bebida faz? Ele é descente! Deixaram ele ali de maldade! Dizia ele enquanto gesticulava feito doido.
É...eu também pensei que era sacanagem mas o cara tava tão desesperando que fomos ver.
Me deparei com uma cena bizarra. Um homem deitado sobre o capô de um carro com a cabeça meio vermelha e gotas vermelhas sobre o capo e no chão. (Cérebro: Oh droga! Mataram esse cara? 0_0)
Foi o que pensei mas logo percebi que era na verdade vinho. Alguém viu o tio ali bêbado, deitado no capô do carro e resolveu sacanear ele dando um banho com vinho barato.
Ok, vamos lá. Cada um pegou em um braço e arrastamos para a frente de uma casa. O tio de azul só sabia reclamar de tudo, e de repente ele mudou o discurso.
- Porra! A gente te ajudando e você não quer rapaz! Deixa ele ai! Ele pode até estar armado, isso que dá ajudar quem não se conhece...
- Perai! Você disse que conhecia ele!
Larguei o bebum com o tio de azul e voltei a conversar com o pessoal. Ficamos lá conversando e olhando as tentativas do bebum, primeiro tentou voltar a deitar no capô, depois tentou abrir a porta de um caminhão, que devia ser dele ou não...enfim, ficamos olhando ele sumir em busca de um local pra dormir com o outro tio de azul atrás gritando (Cérebro: Acho que o mais bêbado era o de azul).
Nisso veio o tio da Fernanda, já meio alegre nos trazendo sanduíches. Aceitamos a comida e quando íamos comer ele fala com aquela voz totalmente embriagada
- É sanduichiii de merda!
Paramos na hora. Cada um olhou pro outro, olhamos para o sanduíche em nossas mãos pingando mais vinagrete e óleo que tudo.
Ficamos ali em silencio por alguns instantes, olhando dentro do sanduíche e pensando na palavra merda.
Ninguém se atreveu a perguntar se era merda mesmo, até que a Fernanda, percebendo a situação toda disse que era sanduíche metro. Metro para merda foi cruel.
Alivio! Mesmo assim eu me recusei a comer, vai saber. O problema é que o senhor, um velho com seus 68 anos, sobre os efeitos do álcool (Cérebro: Beber nessa idade...que feio) tentava me convencer a comer, enquanto me bombardeava com saliva e resto de vinagrete enquanto falava.
Como a Fernanda já estava caindo de sono resolvemos voltar para a casa do Rômulo. Ficamos lá um tempo bebendo e filosofando sobre a vida e o que havia ocorrido na noite.
Até que a mãe do Rômulo, já bêbada começou a querer enfiar peru (Cérebro: Opa! Enfiando o peru? 0_0) na minha boca com enquanto ria como louca.
O peru foi a gota d’água! Vamos embora antes que a coisa fique pior e eu seja atacado por uma senhora bebada.
Foi um natal interessante. Ao menos dessa vez não tentaram chamar a policia.